Uma folha de papel branca vazia. Tanto para escrever. Tanto
para dizer. Nada sai. Sentada na sua cama, pensa no seu próximo texto.
Falta-lhe qualquer coisa mas não sabe o que. Decide levantar-se da cama e ir
tomar um banho. Nada lhe veio à memória. Tomou o seu pequeno-almoço, bebeu o
seu café e fumou o seu pensativo cigarro. Nada. Vestiu o seu fato para o
trabalho e saiu de casa. Olha à sua volta e vê o mesmo de sempre. Multidões a
correrem de um lado para o outro para chegarem ao seu destino. O céu? Igual a
todos os dias de Inverno. A paisagem? Poluída de tantos carros, autocarros e
táxis a andarem para trás e para a frente como se não houvesse amanhã. Nada que
desperta-se a sua curiosidade ou interesse. Chegou ao trabalho, cumprimentou todos
os seus conhecidos e pôs-se a trabalhar. O dia todo se passou e mesmo assim
faltava-lhe aquele bichinho para escrever. Saiu do escritório, foi para um café
próximo, pediu um café e fumou outro cigarro. Até que teve uma ideia. Pegou no
seu carro e decidiu ir para um destino sem estar programado com o seu portátil
atrás. Chegou. O cheiro da maresia dava-lhe um sentimento de paz. Ligou o rádio
do carro e sentou-se no muro à beira da praia. O céu estava limpo. As estrelas
brilhavam ao lado da imponente lua cheia. Até que, finalmente, veio aquilo que
ela precisava. Inspiração. Começou a escrever como se a noite lhe pudesse fugir
e nunca mais voltar. Acabando, lágrimas percorreram-lhe o rosto. Limpou-as. No
dia seguinte entregou o texto. Recebeu os parabéns de todos. Querem saber qual
era o texto? Era este...
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