quinta-feira, 20 de junho de 2013

Baile de Máscaras

                Havia um baile de máscaras na cidade. Decidi ir, mas sozinha. Precisava de me afastar de tudo e de todos e de refrescar as ideias.
                Cheguei. Olhei à minha volta e havia todo o tipo de máscaras. Umas que só cobriam os olhos. Outras cobriam toda a face. Uma delas era a minha. Era branca com adornos pretos. Quem comandava a dança e a música era um sujeito vestido de negro.
                Entrei no ritmo da música. Dancei com várias pessoas e saí. Um rapaz veio falar comigo. A sua máscara só tapava os olhos. Era moreno, olhos castanhos, de estatura média. Convidou-me para dançar. Aceitei. Dançámos e dançámos. De repente, ele vai-se embora. Fico triste.
                Olho com mais atenção para as pessoas que estão no baile. Parecem-me um tanto familiares.
            O sujeito vestido de negro ergue a cabeça. Usava uma máscara que tinha um formato de uma caveira. Fico com medo. A máscara cai-me. As pessoas começam a olhar para mim. As máscaras delas também começam a cair. São todas as pessoas que conheço. Mas tinham algo de diferente. O seu olhar estava frio e morto. O sujeito da caveira grita com um tom demoníaco e ri-se. Diz ser a Morte. Não consegui perceber mais o que ele dizia. A multidão estava em cima de mim a sufocar-me. Até que não consegui respirar. Fecho os olhos lentamente e adormeço para sempre.


Just... Be!

     Be positive, be active, be free, be awesome, be smart, be relax, be wild, be cool, be crazy, be young, be sweet, be loved, be hated, be strong, be optimist, be my friend, be my boyfriend, be my enemy, be my lover, be my drog, be my music, be my inspiration, be my sky, be my star, be my moon, be my sun, be my angel, be my planets, be a miracle, be a hope, be happy, be understanding, be joker, be imaginative, be misunderstood, be angry, be the elite, be peaceful, be conscious, be the light, be the darkness, be a dreamer, be the middle, be all, be nothing, be someone, be something! Be you… Be me!@

Algures

      Uma folha de papel branca vazia. Tanto para escrever. Tanto para dizer. Nada sai. Sentada na sua cama, pensa no seu próximo texto. Falta-lhe qualquer coisa mas não sabe o que. Decide levantar-se da cama e ir tomar um banho. Nada lhe veio à memória. Tomou o seu pequeno-almoço, bebeu o seu café e fumou o seu pensativo cigarro. Nada. Vestiu o seu fato para o trabalho e saiu de casa. Olha à sua volta e vê o mesmo de sempre. Multidões a correrem de um lado para o outro para chegarem ao seu destino. O céu? Igual a todos os dias de Inverno. A paisagem? Poluída de tantos carros, autocarros e táxis a andarem para trás e para a frente como se não houvesse amanhã. Nada que desperta-se a sua curiosidade ou interesse. Chegou ao trabalho, cumprimentou todos os seus conhecidos e pôs-se a trabalhar. O dia todo se passou e mesmo assim faltava-lhe aquele bichinho para escrever. Saiu do escritório, foi para um café próximo, pediu um café e fumou outro cigarro. Até que teve uma ideia. Pegou no seu carro e decidiu ir para um destino sem estar programado com o seu portátil atrás. Chegou. O cheiro da maresia dava-lhe um sentimento de paz. Ligou o rádio do carro e sentou-se no muro à beira da praia. O céu estava limpo. As estrelas brilhavam ao lado da imponente lua cheia. Até que, finalmente, veio aquilo que ela precisava. Inspiração. Começou a escrever como se a noite lhe pudesse fugir e nunca mais voltar. Acabando, lágrimas percorreram-lhe o rosto. Limpou-as. No dia seguinte entregou o texto. Recebeu os parabéns de todos. Querem saber qual era o texto? Era este...